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Tim Lopes: Um dos coordenadores da manifestação artística, Def
Yuri, explicou que o mural é uma homenagem à população sofrida do
Rio de Janeiro. “É dedicado a todas as vítimas de violência e
descaso”. Rubem César Fernandes, diretor do Viva Rio, um dos
organizadores do protesto, afirmou que os grafiteiros já queriam pintar
o muro e que a morte do jornalista foi o estímulo que faltava. A
iniciativa também teve apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais
do Município do Rio. Foi o grafiteiro e dançarino André Alves de Souza,
27 anos, que pintou o nome de Tim no mural, em azul claro e escuro.
“Foi uma injustiça. Não queria que isso acontecesse com nenhum
jornalista. Quero que o caso Tim fique na memória das pessoas”, disse
André. O grafiteiro explicou que desenhou um sol próximo ao nome de
Tim, no grafismo intitulado Fernandes afirma ainda que o painel busca mostrar que
a cultura hip hop e o grafite estão dissociados da violência. “Vamos
mostrar que a arte que sai das favelas é pela paz”, garantiu. Segundo
o diretor da ONG, o Cantagalo foi escolhido porque serve de exemplo da
convivência pacífica entre polícia e as comunidades das favelas. O Cantagalo é a única favela do Rio a contar com um
Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE). De acordo com o
major Antônio Carlos Carballo, um dos policias que implantou o projeto
na comunidade, os GPAEs chegarão a outras favelas ainda este ano. Em
agosto, o projeto começará na Tijuca, nos morros da Formiga e Casa
Branca.
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